
Alimentos
saudáveis fazem parte de qualquer dieta de qualquer pessoa que está tentando
emagrecer. Sabendo disto, a indústria de alimentos elabora cada vez mais
produtos a fim de atender a este mercado. Mas um estudo realizado por
pesquisadores da Universidade de Chicago aponta que quem quer emagrecer dá mais
atenção ao rótulo de saudável do que ao conteúdo da embalagem – e são
facilmente enganados.
“Na
tentativa de manter sua meta, uma escolha comum seria evitar massas e optar por
uma salada na hora do almoço, por exemplo. Porém, a sua salada pode ser
saudável apenas no nome”, diz Caglar Irmal, autor do estudo com Beth Vallen e
Stefanie Rodrigues Rosen.
Segundo
os pesquisadores, ultimamente os restaurantes têm incorporado ingredientes em
suas saladas que geralmente são evitados por pessoas em dietas, como carnes
vermelhas, queijos, pães e até as massas. “Batatas fritas são rotuladas como
‘chips vegetarianos’; milk-shakes são chamados de ‘smoothies’;
e as bebidas açucaradas são chamadas de ‘água com sabor’. Se supostamente quem
faz dieta está mais sintonizado com os alimentos saudáveis, por que eles se
confundem com os rótulos?”.
De
acordo com a pesquisa, com o tempo, as pessoas em dieta aprenderam a
simplesmente evitar alimentos reconhecidos como proibidos, com base no nome do
produto. “Assim, eles associam o nome a algo saudável ou não saudável e não
gastam tempo considerando outras informações do produto, que possam impactar as
suas avaliações. Pessoas que não estão em dieta, por outro lado, estão mais
atentas às informações gerais dos produtos”, explica Irmal.
Para
chegar a estes resultados, os pesquisadores selecionaram um grupo de pessoas em
dieta para o qual foi apresentado um prato composto por uma mistura de legumes,
massas, salame, queijo e alface. Em dois momentos diferentes, este mesmo prato
foi identificado como “salada” e como “massa”. Quando identificado como massa,
os participantes automaticamente o consideraram menos saudável, sem considerar
a qualidade dos alimentos presentes.
Em
outro estudo, participantes em dietas e que não estavam em dietas ficaram
diante de um mesmo produto identificado de duas formas diferentes. O produto
era um doce, porém, quando chamado de “fruta mastigável”, as pessoas em dieta
apreciaram mais do que quando chamado de “bala mastigável”. “Para aqueles em
dieta, o produto com o nome “bala mastigável” era menos saboroso. Para aqueles
que não estavam em dieta, não foram percebidas diferenças”, conclui.

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